terça-feira, 10 de novembro de 2009

Pai Nosso - Retirado de O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Estou a 8 dias de retornar ao Brasil e, mais do que isso, retornar para minha família e amigos, após 5 anos de isolamento e solidão. Meu retorno é definitivo. Não volto mais ao Japão, a não ser que seja a passeio... rsrs...


Não, não estou voltando rico. Muito pelo contrário. A crise me pegou, como à maioria dos brasileiros que como eu, também estão voltando sem dinheiro, mas confiantes que nosso País mudou. É o nosso País, nossa terra. A terra das novas oportunidades que nossos avós e bisavós foram buscar enquanto imigrantes japoneses, italianos, espanhois, portugueses, e tantos outros !!!


Volto, na certesa de ter uma nova oportunidade, uma nova chance - desta vez em minha própria terra.


Volto ao meu País, agradecendo ao Japão pela acolhida, ajuda e oportunidades concedidas durante estes 5 anos em que trabalhei e morei aqui.


Volto, agradecido aos amigos japoneses, brasileiros e estrangeiros com quem convivi, trabalhei e morei e, com os quais aprendi tanto.


Volto, com a certesa de estar mais maduro, experiente e principalmente, conciente de que meu lugar é no Brasil, ao lado dos que me são tão caros !!!

E neste momento, faço aqui uma oração, agradecendo e pedindo a interceção de Deus em meu favor, para o meu retorno, em favor do Japão, dos Japoneses e TODOS, amigos ou não, com quem convivi e/ou trabalhei aqui.


Agradeço e peço a a interceção de Deus aos meus familiares que deixo aqui no Japão, e que ficam, cada um, com um pedacinho do meu coração e uma ponta de esperança de voltar a reve-los algum dia, no Brasil.


Peço também a interseção em favor de todos os japoneses e estrangeiros que se encontram em situação muito pior que a minha, e aos novos amigos que fiz na Casa Espirita Comunhão, pessoas com as quais tanto aprendi nestes poucos meses de convivência.


Peço por minha familia e meus amigos que finalmente vou rever no Brasil e para todos os brasileiros que tiveram ou não a mesma chance que eu, de vir ao Japão.


Muito Obrigado meu Deus, por todas as graças que me concedeu nestes 49 anos de vida !! Muito obrigado meu Deus pelas provas a que tenho me submetido !! E peço seu perdão, meu Deus, pelas provas em que falhei, lhe pedindo novas chances e oportunidades de me modificar e me acertar.


PAI NOSSO


. PAI NOSSO QUE ESTAIS NO CÉU, SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME !



Cremos em vós Senhor, porque tudo nos revela o vosso poder e a vossa bondade. A harmonia do Universo é a prova de uma sabedoria, de uma prudência, e de uma previdência que ultrapassam todas as faculdades humanas. O nome de um ser soberananmente grande e sábio está inscrito em todas as obras da criação, desde a relva humilde e o menor inseto, até os astros que se movem no espaço. Por toda parte, vemos a prova de uma solicitude paternal. Cego, pois, é aquele que não vos glorifica nas vossas obras, orgulhoso aquele que não vos louva, e ingrato aquele que não vos rende graças.



. VENHA A NÓS O VOSSO REINO !



Senhor, destes aos homens leis plenas de sabedoria, que os fariam felizes, se eles as observassem. Com essas leis, poderiam estabelecer a paz e a justiça. e poderiam ajudar-se mutuamente, em vez de mutuamente se prejudicarem, como o fazem. O forte ampararia o fraco, em vez de esmagá-lo. Evitados seriam os males que nascem dos abusos e dos excessos de toda espécie. Todas as misérias deste mundo decorrem da violação das vossas leis, porque não há uma única infração que não traga suas consequências fatais.
Destes ao animal o instinto que lhe traça os limites do necessário, e ele naturalmente se conforma com isso. Mas ao homem, além do instinto, destes a inteligência e a razão. E lhe destes ainda a liberdade de observar ou violar aquelas das vossas leis que pessoalmente lhe concernem, ou seja, a faculdade de escolher entre o bem e o mal, para que tenha o mérito e a responsabilidade dos seus atos.
Ninguém pode pretextar ignorância das vossas leis, porque, na vossa paternal prôvidencia, quisestes que elas fossem gravadas na consciência de cada um, sem nenhuma distinção de cultos ou de nacionalidades. Assim, aqueles que as violam, é porque vos desprezam.
Chegará o dia em que, segundo a vossa promessa, todos a praticarão. Então a incredulidade terá desaparecido, todos vos reconhecerão como o Soberano Senhor de todas as coisas, e o primado de vossas leis estabelecerá o vosso Reino na Terra.
Dignai-vos, Senhor, de apressar o seu advento, dando aos homens a luz necessária para se conduzirem no caminho da verdade!



.SEJA FEITA A SUA VONTADE, ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU !


Se a submissão é um dever do filho para com o pai, do inferior para com o superior, quanto maior não será a da criatura para com o seu Criador ! Fazer a vossa vontade, Senhor, é observar as vossas leis e submeter-se sem lamentações aos vossos desígnios divinos. O homem se tornará submisso, quando compreender que sois a fonte de toda a sabedoria, e que sem vós ele nada pode. Fará então a vossa vontade na Terra, como os eleitos a fazem no Céu.


. O PÃO NOSSO DE CADA DIA, DAI-NOS HOJE!


Dai-nos o alimento necessário à manutenção das forças físicas, e dai-nos também o alimento espiritual, para o desenvolvimento do nosso espírito.
O animal encontra a sua pastagem, mas o homem deve o seu alimento à sua própria atividade e aos recursos de sua inteligência, porque o criastes livre.
Vós lhe dissestes: ¨Amassarás o teu pão com o suor do teu rosto¨, e com isso fizestes do trabalho uma obrigação, que o leva a exercitar a sua inteligência na procura dos meios de prover às necessidades e atender ao seu bem-estar: uns pelo trabalho material, outros pelo trabalho intelectual. Sem o trabalho, ele permaneceria estacionário e não poderia aspirar à felicidade dos Espíritos Superiores.
Assistis ao homem de boa vontade, que em vós confia para o necessário, mas não àquele que se compraz na ociosidade e gostaria de tudo obter sem esforço, nem ao que busca o supérfluo.
Quantos há que sucumbem por sua própria culpa, pela sua incúria, pela sua imprevidência ou pela sua ambição, por não terem querido contentar-se com oque lhes destes! São esses os artífices do próprio infortúnio, e não tem o direito de queixar-se, pois são punidos naquilo mesmo em que pecaram. Mas mesmo a eles não abandonais, porque sois infinitamente misericordioso, e lhes estendeis a mão providencial, desde que, como o filho pródigo, retornem sinceramente para vós.
Antes de lamentarmos da nossa sorte, perguntemos se ela é a nossa própria obra; a cada desgraça que nos atinja, verifiquemos se não poderíamos tê-la evitado; repitamos a nós mesmos que Deus nos deu a inteligência para sairmos do atoleiro, e que de nós depende aplica-la bem.
Desde que a lei do trabalho condiciona a vida do homem na Terra, dai-nos a coragem e a força de cumpri-la; dai-nos também a prudência e a moderação, a fim de não pormos a perder os seus frutos.
Dai-nos, pois, Senhor, o pão nosso de cada dia, ou seja, os meios de adquirirmos pelo trabalho as coisas necessárias, pois ninguém tem o direito de reclamar o supérfluo.
Se estivermos impossibilitados de trabalhar, que confiemos na vossa divina providência.
Se estiver nos vossos desígnios provar-nos com as mais duras privações, não obtante os nossos esforços, aceitamo-las como justa expiação das faltas que tivermos podido cometer nesta vida ou numa vida anterior, porque sabemos que sois justo, e que não há penas imerecidas, pois jamais castigais sem causa.
Preservai-nos, ó Senhor, de conceber a inveja contra os que possuem aquilo que não temos, ou mesmo contra os que dispõem do supérfluo, quando nos falta o necessário. Perdoai-lhes, se esquecem a lei da caridade e de amor ao próximo, que lhes ensinastes.
Afastai ainda do nosso espírito a idéia de negar a vossa justiça, ao ver a prosperidade do mal e a infelicidade que abate às vezes o homem de bem. Pois já sabemos, graças às luzes que ainda nos destes, que a vossa justiça sempre se cumpre e não faz exceção de ninguém; que a prosperidade material do maldoso é tão efêmera como a sua existência corporal, acarretando-lhe terríveis reveses, enquanto será eterno o júbilo daquele que sofre com resignação.


. PERDOAI AS NOSSAS DÍVIDAS, ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS AOS NOSSOS DEVEDORES.


Cada uma das nossas infrações às vossas leis, Senhor, é uma ofensa que vos fazemos, e uma dívida, contraída, que cedo ou tarde teremos de pagar. Solicitamos à vossa infinita misericórdia a sua remissão, sob a promessa de empregarmos nossos esforços em não contrair outras.
Fizestes da caridade, para todos nós, uma lei expressa; mas a caridade não consiste unicamente em assistirmos os nossos semelhantes nas suas necessidades, pois consiste ainda no esquecimento e no perdão das ofensas. Com que direito reclamaríamos a vossa indulgência, se faltamos com ela para com aqueles de que nos queixamos ?
Dai-nos, Senhor, a força de sufocar em nosso íntimo todo ressentimento, todo ódio e todo rancor. Fazei que a morte não nos surpreenda com nenhum desejo de vingança no coração. Se vos aprouver retirar-nos hoje deste mundo, fazei que nos possamos apresentar a Vós interiramente limpos de animosidade, a exemplo do Cristo, cujas últimas palavras foram em favor dos seus algozes.
As perseguições que os maus nos fazem sofrer são parte das nossas provas terrenas; devemos aceita-las sem murmurar, como todas as outras provas, sem maldizer os que, com suas perversidades, nos abrem o caminho da felicidade eterna, pois vós nos dissestes, nas palavras de Jesus: ¨Bem aventurados os que sofrem pela justiça!¨ Abençoemos, pois, a mão que nos fere e nos humilha, porque as mortificações do corpo nos fortalecem a alma, e seremos levantados da nossa humildade.
Bendito seja o vosso nome, Senhor, por haverdes ensinado que a nossa sorte não está irrevogavelmente fixada após a morte; que encontraremos, em outras existências, os meios de resgatar e reparar as nossas faltas passadas, e de realizar numa nova vida aquilo que nesta não pudemos fazer, para o nosso adiantamento.
Assim se explicam, enfim, todas as anomalias da vida; a luz é lançada sobre o nosso passado e o nosso futuro, como um sinal resplendente da vossa soberana justiça e da vossa infinita bondade.


. NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO, MAS LIVRAI-NOS DO MAL


Dai-nos, Senhor, a força para resistir às sujestões do maus Espíritos, que tentarão desviar-nos da senda do bem, inspirando-nos nos maus pensamentos.
Mas nós somos, nós mesmos, Espíritos imperfeitos, encarnados na Terra, para expiarmos nossas faltas e nos melhorarmos. A causa do mal está em nós próprios, e os maus Espíritos apenas se aproveitam de nossas tendências viciosas, nas quais nos entretêm, para nos tentarem.
Cada imperfeição é uma porta aberta às suas influências, enquanto eles são impotentes e renunciam a qualquer tentativa contra os seres perfeitos. Tudo o que possamos fazer para afastá-los será inútil, se não lhes opusermos uma vontade inquebrantável na prática do bem, com absoluta renúncia ao mal. É, pois, contra nós mesmos que devemos dirigir os nossos esforços, e então os maus Espíritos se afastarão naturalmente, porque o mal é o que os atrai, enquanto o bem os repele.
Senhor, amparai-nos em nossa fraqueza, inspirai-nos, pela voz dos nossos anjos guardiâes e dos bons Espíritos, a vontade de corrigirmos as nossas imperfeições, a fim de fecharmos a nossa alma ao acesso dos Espíritos impuros.
O mal não é, portanto, vossa obra, Senhor, porque a fonte de todo o bem não pode engedrar nenhum mal. Somos nós mesmos que o criamos, ao infringir as vossas leis, e pelo mau uso que fazemos da liberdade que nos concedestes. Quando os homens observarem as vossas leis, o mal desaparecerá da Terra, como já desapareceu dos mundos mais adiantados.
Não existe para ninguém a fatalidade do mal, que só parece irresistível para aqueles que nele se comprazem. Se temos vontade de fazê-lo, também poderemos ter a de fazer o bem. E é por isso, ó Senhor, que solicitamos a vossa assistência e a dos bons Espíritos, para resistirmos à tentação.


. ASSIM SEJA !


Que vos apraza, Senhor, a realização dos nossos desejos! Inclinamo-nos, porém, diante da vossa infinita sabedoria. Em todas as coisas que não nos é dado compreeender, que seja feito segundo a vossa santa vontade e não segundo a nossa, porque vós só quereis o nosso bem, e sabeis melhor do que nós o que nos convém.
Nós vos dirigimos esta prece, Senhor, por nós mesmos, mas também por todas as criaturas sofredoras, encarnadas e desencarnadas, por nossos amigos e por nossos inimigos, por todos os que reclamam a nossa assistência, e em particular por TIAGO SEITI. Suplicamos para todos a vossa misericórdia e a vossa bênção.


(Aqui podem ser feitos os agradecimentos a Deus, pelas graças concedidas, e formulados os pedidos que se queiram, para nós mesmos e para os outros).

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